sexta-feira, 19 de maio de 2017

Preparativos

Antes mesmo de descobrir que estava grávida, fez uma pesquisa sobre obstetras que fizessem parto natural pela Unimed. Após muita procura, descobri a doutora Fabíola. Quando eu consegui marcar a primeira consulta, ainda não sabia que estava grávida. No dia da consulta, no entanto, eu já estava grávida de 8 semanas. Gostei muito da médica, muito calma e atenciosa. Ela me confirmou que fazia o parto natural e, melhor ainda, não cobrava nenhuma taxa de disponibilidade.
Meus primeiros meses foram muito tranquilos, nenhum enjoo e muita fome. Acabei engordando bastante, mas não estava tão preocupada com isso. Comecei também a fazer pilates com objetivo de fortalecer a musculatura, sobretudo, do períneo. Coincidentemente, a minha professora Bárbara também estava grávida com tempo  de gestação bastante similar ao meu. A próxima etapa do planejamento foi encontrar uma doula para me acompanhar no trabalho de parto. A minha ideia era ir pro hospital o mais tarde possível e, dessa forma, achei melhor ter um acompanhamento anterior em casa para que eu soubesse exatamente o momento de ir. Ao invés de uma doula (que não faz todas as avaliações que eu gostaria que fossem feitas), acabei conhecendo as enfermeiras obstétricas da Mádria: Jane, Carolina e Marcilene. Elas foram muito legais, ofereceram vários cursos, me consultaram em casa, emprestaram livro sobre parto, bola de pilates, DVD, me fornecendo muita informação importante sobre o trabalho de parto e o parto.
Resolvi também visitar o hospital indicado por Dra Fabíola para o parto natural, o Beneficência Portuguesa. Meu plano pela Unimed cobre apenas a enfermaria e, como a ideia inicial era ter o parto dentro do quarto, conversei com a administração do hospital sobre essa possibilidade e me confirmaram que, pagando uma diferença e, de acordo com a concordância da equipe médica, seria possível sim ter o parto dentro do quarto, levar as enfermeiras obstétricas, acompanhantes, bola de pilates, banqueta e até piscina. Fiquei bem tranquila! Tudo estava bem planejado e o nascimento de Miguel estava entregue às mãos de Deus.
Além do pilates, passei também fazer drenagem linfática, devido ao inchaço e, por fim, comecei também a fazer yoga para gestantes no espaço Quim quim.
Com quase 37 semanas, a Dra Fabíola fez o exame de toque e me informou que o colo estava aberto e que eu estava com uma dilatação de 1 cm, quadro que poderia se perdurar por alguns dias ou semanas. Era importante ficar atenta aos sinais: perda do tampão mucoso, movimentos fetais, sangramento ou a perda do líquido aminiótico, que indicaria que a bolsa poderia ter estourado. A essa altura, as consultas, incialmente mensais, estavam ocorrendo semanalmente. Comecei a notar, então, a perda do tampão mucoso, que ainda não significava que eu estava em franco trabalho de parto.
Na semana seguinte, mais um exame. Permanecia com 1 cm de dilatação. Dra Fabíola pediu que eu fizesse mais um exame de ultrassom. Segundo o exame, Miguel estava com cerca de 3kg.
Na quarta-feira, dia 03/05, quando eu estava com 38 semanas e 5 dias, retornei à Dra Fabíola, que fez os exames habituais (peso, pressão arterial e toque) e me confirmou que o colo ainda estava um pouco espesso e com 1 cm de dilatação. No entanto, ela informou que, devido ao toque, poderia haver algum sangramento. No mesmo dia, um pequeno sangramento se iniciou. No dia seguinte, as coisas começariam a se acelerar...

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