Por Juliana Rocha Tavares
Hoje, 28 de março, Prefeitura está promovendo na Praça São Salvador um evento de comemoração do aniversário da cidade.
Servidores da rede municipal de ensino aproveitaram a ocasião para reivindicar o pagamento do piso salarial a todos os profissionais de educação.
Ano passado, apenas uma categoria de professores (professor 2) recebeu o reajuste do piso nacional, que ainda não foi reajustado com os valores de 2023.
As demais categorias da educação básica (professor 1, pedagogo, assistente sociais, psicólogo, auxiliar de secretaria, entre outros) permanecem sem receber o piso nacional da educação. Por lei, todos os profissionais de educação básica deveriam receber o piso salarial.
Como o reajuste foi dado apenas a uma parcela da categoria, foi gerada uma desproporcionalidade de acordo com a tabela que consta no edital dos concursos públicos municipais.
Professores da rede estadual resolveram se unir aos professores da rede municipal, uma vez que também não recebem o piso nacional da educação básica.
Além disso, os professores também cobram ao governador que cumpra uma promessa feita durante a campanha eleitoral de reajustar os salários dos servidores estaduais, que estão bastante defasados.
Segundo o professor da rede municipal, o arrocho salarial dos servidores públicos têm gerado impacto negativo na economia local:
"Funcionários públicos são o principal mercado consumidor de Campos. O arrocho salarial está fazendo o comércio local quebrar e prejudicando os prestadores de serviço, em geral. Os servidores públicos municipais estão amargando oito anos sem reajuste salarial, o que resulta numa perda de 59,24%."
Não pagar o piso nacional da educação básica é um indicativo de como os gestores públicos ainda enxergam a educação, como gasto, como supérfluo.
Entendemos que a educação é fundamento, é alicerce e precisa ser priorizada! E priorizar a educação pública municipal e estadual implica em também valorizar o profissional de educação.


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